Publicado por: horacionoronha | 17/10/2014

Beatificação do Papa Paulo VI

Paulo VI

Paulo VI, que foi Papa entre 1963 e 1978, vai ser beatificado no próximo Domingo.

Paulo VI foi o sucessor de João XXIII e teve a tarefa de dar continuidade aos trabalhos do Concílio Vaticano II iniciado por João XXIII.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente destaca a intervenção do Papa italiano no Concílio Vaticano II (1962-1965) e a forma como promoveu “a sua aplicação na liturgia, na vida da Igreja, na relação como o mundo” e com uma sociedade “em mudança”.

Paulo VI foi o primeiro Papa a andar de avião, a visitar cinco continentes, a falar na ON.promover o ecumenismo, a visitar a Terra Santa, a abraçar os chefes das Igrejas Ortodoxa e Anglicana, a visitar Fátima…

Entre as várias encíclicas e outros documentos que publicou, destacam-se a “Populorum Progressio”, sobre o Progresso dos Povos, e a Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi” sobre a evangelização do mundo moderno.

Publicado por: horacionoronha | 14/10/2014

Sínodo: Relatório da primeira semana de trabalho

Documento de síntese assume divergências entre participantes e centra-se na exigência de escolhas «corajosas»

Cidade do Vaticano, 13 out 2014 (Ecclesia) – O Sínodo dos Bispos, a decorrer no Vaticano, assumiu hoje a necessidade de fazer “escolhas pastorais corajosas” na ação da Igreja junto das “famílias feridas” pela separação ou o divórcio, abrindo caminho a mudanças nesse sentido.

“Confirmando de novo, com força, a fidelidade ao Evangelho da família, os padres sinodais sentiram a urgência de caminhos pastorais novos, que partam da realidade efetiva das fragilidades familiares”, refere o relatório intermédio (relatio post disceptationem), que sintetiza a primeira semana de debate na assembleia geral extraordinária.

O texto, lido pelo relator-geral, cardeal Péter Erdo, sublinha que não se procuram soluções “únicas” ou inspiradas por uma lógica de “tudo ou nada”, apelando ao “respeito e amor” por cada uma destas situações.

Nesse sentido, aborda-se a questão do acesso à Comunhão e à Penitência pelos divorciados em segunda união, tema sobre o qual se gerou divisão entre os participantes.

“Alguns argumentaram em favor da disciplina atual [que impede o acesso aos sacramentos] pela força do seu fundamento teológico”, pode ler-se.

A outra posição passa por uma “maior abertura”, em condições “muito precisas”, quando estiver em causa “situações que não podem ser dissolvidas sem criar novas injustiças e sofrimentos”.

“Para alguns, o eventual acesso aos sacramentos ocorreria após ter sido precedido por um caminho penitencial, sob a responsabilidade do bispo diocesano, e com um compromisso claro em favor dos filhos”, acrescenta o documento.

O relatório propõe uma solução intermédia, à imagem do que alguns cardeais já tinham assinalado a respeito do acesso à Comunhão para os divorciados recasados – ‘nem para todos nem para ninguém’ – sem colocar em causa a doutrina católica da indissolubilidade do Matrimónio.

“Tratar-se ia de uma possibilidade não generalizada, fruto de um discernimento feito caso a caso, segundo uma lei de gradualidade, que tenha presente a distinção ente estado de pecado, estado de graça e circunstâncias atenuantes”, precisa o texto.

Em particular, assinala o relatório, é necessário respeitar o “sofrimento de quem viveu injustamente a separação e o divórcio” e fazer com que os pais separados assumam “de maneira leal e construtiva” as consequências para os seus filhos.

O documento, dividido em 58 pontos, dedica nove parágrafos a esta temática, recordando as pessoas divorciadas que não se voltaram a casar, convidadas a “encontrar na Eucaristia o alimento que as apoie no seu estado”.

Sobre os divorciados recasados, refere-se ainda que é preciso um “discernimento atento” e um acompanhamento “cheio de respeito” para evitar qualquer discriminação.

O texto alude ainda às propostas para tornar “mais acessíveis e ágeis” os procedimentos para o reconhecimento de casos de nulidade matrimonial, com um aumento da responsabilidade do bispo em cada diocese.

Estas reflexões são apresentadas como fruto de um debate em “grande liberdade” e vão continuar a ser discutidas até este domingo, nesta assembleia extraordinária, e no período que leva à próxima assembleia sinodal, sobre o mesmo tema, marcada para 2015.

“Não se trata de decisões tomadas nem de perspetivas fáceis”, assume o cardeal Péter Erdo, apontando para “caminhos de verdade e de misericórdia para todos”.

A 14ª Assembleia Geral ordinária do Sínodo dos Bispos vai decorrer de 4 a 25 de outubro de 2015, com o tema “A vocação e a missão da família na Igreja, no mundo contemporâneo”.

OC

Publicado por: horacionoronha | 14/10/2014

Dia Mundial do Trabalho Digno

Trabalho digno

Publicado por: horacionoronha | 10/10/2014

Sínodo entra em nova etapa após mais de 250 intervenções

 Sínido

Participantes encerraram debate geral com observações sobre «caminho penitencial» para divorciados

A assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos entrou numa nova etapa após mais de 250 intervenções, desde segunda-feira, em busca de novas soluções “pastorais” para responder às questões das famílias contemporâneas.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse aos jornalistas que as últimas sessões de trabalho com todos os participantes começaram a debater o “caminho penitencial” a que poderiam recorrer os divorciados que se voltaram a casar.

Em comunicado, a sala de imprensa da Santa Sé precisa que durante as intervenções livres do debate se sustentou a importância de que esse caminho “seja acompanhado por uma reflexão sobre os que ficaram sós e que frequentemente sofrem em silêncio e estão marginalizados”.

A assembleia assinalou também a necessidade de “proteger os filhos” dos que se divorciaram das “repercussões psicológicas” desta separação.

O tema foi abordado, entre outros, pelo cardeal André Vingt-Trois, um dos presidentes-delegados do Sínodo, para quem “parece cada vez mais necessária uma pastoral sensível, uma pastoral guiada pelo respeito das situações irregulares, capaz de oferecer um apoio concreto para a educação das crianças”.

Um dos padres sinodais, filho de divorciados (o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena), falou do “estigma” que ele e os seus pais sentiram por esse facto.

Os participantes no Sínodo apelaram a um maior acompanhamento da Igreja dos “viúvos e viúvas do divórcio”, como foi referido na conferência de imprensa desta sexta-feira.

O padre Lombardi revelou que durante os trabalhos à porta fechada se debateu o “papel da fé para a validade da celebração do sacramento do Matrimónio”, uma questão que levanta “aspetos problemáticos”, porque não é “simples” e exige um “exame aprofundado”.

O tema foi abordado pelo agora Papa emérito Bento XVI em janeiro de 2013, num discurso aos membros do Tribunal da Rota Romana.

A respeito do debate sobre o acesso dos divorciados católicos em segunda união à Comunhão, uma das intervenções recordou que quando São Pio X (Papa entre 1903 e 1914) determinou que a Primeira Comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade, isso foi considerado “extremamente revolucionário”.

“O facto é que há exemplos de coragem por parte de um Papa na reflexão ou introdução de novidades no que diz respeito à práxis do acesso à Eucaristia”, acrescentou o padre Lombardi.

Os trabalhos do sínodo prosseguem agora em grupos linguísticos denominados ‘círculos menores’ e na segunda-feira vai ser publicado o relatório.

(Com Ecclesia)

Publicado por: horacionoronha | 10/10/2014

Três palavras mágicas

“Há três palavras mágicas: “Pedir licença” para não ser invasivo na vida do cônjuge. “Obrigado”, agradecer o que o outro fez por mim, a beleza de dizer “obrigado”. E a outra, “desculpa”, que às vezes é mais difícil, mas é necessário dizê-la”.

(Papa Francisco, na Audiência Geral na Praça de São Pedro, quarta-feira, 2 de abril)

Publicado por: horacionoronha | 07/10/2014

7 de outubro – Dia Mundial do Trabalho Digno

Dia Mundial Trabalho Digno

LOC/MTC (Liga Operária Católica / Movimento de Trabalhadores Cristãos) e outros Movimentos Católicos apelam à participação no “Dia Mundial do Trabalho Digno”, a 7 de Outubro.

“Estamos imersos numa realidade que sofreu e está a sofrer profundas transformações em todos os âmbitos da vida das pessoas. A forma como hoje se organiza o trabalho não é compatível com a vida digna à qual fomos chamados”, explicam em comunicado, e acrescentam que “ter trabalho, ter salários suficientes para poder viver, realizar o trabalho em condições dignas” são situações que possibilitam “o crescimento e a construção da pessoa”.

Nesse sentido, assinalam na Europa o desemprego, “também dos jovens”, que alcança níveis “alarmantes em muitos países do sul” ou a perda dos direitos laborais.

A nível mundial exemplificam que “mais de duzentos milhões de mulheres e homens estão desempregados” ou “quase mil milhões” trabalham mas vivem abaixo do “limiar da pobreza de 2 dólares por dia”.

Por isso, a LOC/MTC e a HOAC (Espanha) convidam todas as pessoas a celebrar a Jornada Mundial pelo Trabalho Digno, a 7 de outubro, “refletindo” sobre o mundo laboral e a “descobrir e denunciar as causas” que originam o sofrimento dos trabalhadores, das famílias e dos povos.

“Como Igreja não podemos permanecer calados e passivos enquanto as condições sociais dificultem o ser humano de viver tranquilamente a sua dignidade de filhos de Deus”, frisam.

Os subscritores do comunicado destacam a ação da Igreja através da sua Doutrina Social que “apela e promove” ao trabalho digno, na qual o Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos faz a sua “reivindicação” como combate ao “desemprego, a subocupação e a precariedade laboral”.

A Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (Portugal) e a Hermandad Obrera Accion Católica (HOAC/Espanha) destacam as palavras do Papa Francisco que “atingem maior significado e são um apelo a toda a Igreja e a toda a sociedade”, como a defesa da dignidade dos trabalhadores, no encontro com os dirigentes e operários das fábricas de aço de Terni, 20 de março de 2014, ou em defesa de uma nova economia mais humana, no encontro com os trabalhadores e estudantes em Molise, Itália, a 5 de julho de 2014.

Publicado por: horacionoronha | 03/10/2014

Vaticano apresenta Sínodo 2014

 Sínido 2014

A próxima assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos, que dura duas semanas (5 a 19 de outubro de 2014), em vez das habituais três, vai debater os ‘desafios pastorais da família no contexto da evangelização’.

O caminho para o Sínodo 2014, um organismo consultivo, começou com a escolha do tema e da data do encontro, por parte do Papa Francisco, seguindo-se a publicação de um documento preparatório (‘lineamenta’), acompanhado por um questionário enviado pela Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos a cada Conferência Episcopal, que o distribuiu às dioceses.

Este documento foi então debatido por organismos episcopais e diversas instituições eclesiais, que enviaram as suas propostas à Santa Sé.

Após esta fase, foi redigido um instrumento de trabalho para a assembleia sinodal propriamente dita, com a síntese das respostas aos ‘lineamenta’, vindas dos vários episcopados, da Cúria Romana e da União dos Superiores Gerais dos institutos de religiosos e religiosas.

O Sínodo dos Bispos pode ser definido, em termos gerais, como uma assembleia consultiva de representantes dos episcopados católicos de todo o mundo, a que se juntam peritos e outros convidados, com a tarefa ajudar o Papa no governo da Igreja.

Publicado por: horacionoronha | 28/09/2014

Oração pelo Sínodo

Vai decorrer em Roma o Sínodo dos Bispos, sobre a Família. A propósito, o Papa Francisco pede que rezemos pelo bom resultado dos trabalhos do Sínodo e enviou uma oração à Sagrada Família, como segue:

Oração à Sagrada Família 

Jesus, Maria e José, em vós contemplamos

o esplendor do verdadeiro amor

e, com confiança, nos voltamos para vós.

Sagrada Família de Nazaré,

fazei com que nossas famílias

sejam lugares de comunhão e cenáculos de oração,

autênticas escolas do Evangelho

e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,

que nas famílias nunca haja violência, fechamento ou divisão,

que os que foram feridos ou escandalizados

sejam consolados e curados.

Sagrada Família de Nazaré,

nós vos suplicamos que, por ocasião do próximo Sínodo dos Bispos,

se reacenda em todos a consciência do caráter sagrado e inviolável da família,

e da sua beleza no projeto de Deus..

Jesus, Maria e José,

ouvi e atendei a nossa suplica.

Amem!

Publicado por: horacionoronha | 19/09/2014

Terceira idade

Publicado por: horacionoronha | 18/09/2014

“Não tenhas medo da santidade”

“A Igreja oferece a todos a possibilidade de percorrerem o caminho da santidade, que é a vereda do cristão: permite-nos encontrar Jesus Cristo nos sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia; comunica-nos a Palavra de Deus, faz-nos viver na caridade, no amor de Deus por todos. Interroguemo-nos pois: deixamo-nos santificar? Somos uma Igreja que chama e recebe de braços abertos os pecadores, que incute coragem e esperança, ou somos uma Igreja fechada em si mesma? Somos uma Igreja na qual se vive o amor de Deus, na qual se presta atenção ao próximo, na qual rezamos uns pelos outros?

Uma última pergunta: o que posso fazer, eu, que me sinto débil, frágil, pecador? Deus diz-te: não tenhas medo da santidade, não tenhas medo de apostar alto, de te deixares amar e purificar por Deus, não tenhas receio de te deixares guiar pelo Espírito Santo. Deixemo-nos contagiar pela santidade de Deus. Cada cristão é chamado à santidade (cf Lumen gentium, 39-42); e a santidade não consiste antes de tudo em fazer coisas extraordinárias, mas em deixar agir Deus. É o encontro da nossa debilidade com a força da sua graça, é ter confiança na sua obra, que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para glória de Deus e o serviço ao próximo. Há uma frase célebre do escritor francês Léon Bloy; nos últimos momentos da sua vida, ele dizia: «Só existe uma tristeza na vida, a de não ser santo».

(Papa Francisco: Audiência geral de 02/10/2013)

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