Sinodo

Valorizar o «projeto cristão» da família e analisar como a «atender» quando «surgem dificuldades» em segui-lo foram os dois temas de duas semanas de debate.

D. Manuel Clemente, em entrevista à Rádio Vaticana, considera que o Sínodo dos Bispos teve como “ponto essencial” a valorização da família como “é entendida cristãmente” e, como “contraponto”, o debate sobre formas de a atender quando “surgem dificuldades em seguir o projeto cristão”

“Temos de agradecer particularmente ao Papa Francisco por ter tido a coragem e franqueza de por esta questão em cima da mesa: como podemos atender a estes problemas das famílias e apoiá-las para não se desagregarem e, no caso de estarem já desagregadas, o que se pode fazer em termos de reconciliação, surgindo aí o problema de saber se podem ou não, depois dum processo penitencial nalguns casos, aceder novamente aos sacramentos”, explicou D. Manuel Clemente.

“O que havemos de fazer em relação àqueles que, sem estarmos a fazer juízos de valor, não conseguiram andar para a frente com os seus compromissos familiares”, é a questão iniciada no Sínodo dos Bispos, referiu D. Manuel Clemente.

A terceira assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos decorreu entre os dias 5 e 19 de outubro sobre o tema ‘Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização’, onde se iniciou um debate que vai continuar até à realização de uma assembleia geral ordinário do Sínodo dos Bispos, com três semanas de trabalho, em outubro de 2015.

Como diz D. Manuel Clemente, esta sessão do Sínodo apenas “iniciou um debate”; não tomou decisões, nem deu orientações. Essas só virão depois da assembleia ordinária, em Outubro do próximo ano, num documento a publicar pelo Papa, sob a forma de “Exortação Apostólica”, lá para os inícios de 2016.

Publicado por: horacionoronha | 17/10/2014

Beatificação do Papa Paulo VI

Paulo VI

Paulo VI, que foi Papa entre 1963 e 1978, vai ser beatificado no próximo Domingo.

Paulo VI foi o sucessor de João XXIII e teve a tarefa de dar continuidade aos trabalhos do Concílio Vaticano II iniciado por João XXIII.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente destaca a intervenção do Papa italiano no Concílio Vaticano II (1962-1965) e a forma como promoveu “a sua aplicação na liturgia, na vida da Igreja, na relação como o mundo” e com uma sociedade “em mudança”.

Paulo VI foi o primeiro Papa a andar de avião, a visitar cinco continentes, a falar na ON.promover o ecumenismo, a visitar a Terra Santa, a abraçar os chefes das Igrejas Ortodoxa e Anglicana, a visitar Fátima…

Entre as várias encíclicas e outros documentos que publicou, destacam-se a “Populorum Progressio”, sobre o Progresso dos Povos, e a Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi” sobre a evangelização do mundo moderno.

Publicado por: horacionoronha | 14/10/2014

Sínodo: Relatório da primeira semana de trabalho

Documento de síntese assume divergências entre participantes e centra-se na exigência de escolhas «corajosas»

Cidade do Vaticano, 13 out 2014 (Ecclesia) – O Sínodo dos Bispos, a decorrer no Vaticano, assumiu hoje a necessidade de fazer “escolhas pastorais corajosas” na ação da Igreja junto das “famílias feridas” pela separação ou o divórcio, abrindo caminho a mudanças nesse sentido.

“Confirmando de novo, com força, a fidelidade ao Evangelho da família, os padres sinodais sentiram a urgência de caminhos pastorais novos, que partam da realidade efetiva das fragilidades familiares”, refere o relatório intermédio (relatio post disceptationem), que sintetiza a primeira semana de debate na assembleia geral extraordinária.

O texto, lido pelo relator-geral, cardeal Péter Erdo, sublinha que não se procuram soluções “únicas” ou inspiradas por uma lógica de “tudo ou nada”, apelando ao “respeito e amor” por cada uma destas situações.

Nesse sentido, aborda-se a questão do acesso à Comunhão e à Penitência pelos divorciados em segunda união, tema sobre o qual se gerou divisão entre os participantes.

“Alguns argumentaram em favor da disciplina atual [que impede o acesso aos sacramentos] pela força do seu fundamento teológico”, pode ler-se.

A outra posição passa por uma “maior abertura”, em condições “muito precisas”, quando estiver em causa “situações que não podem ser dissolvidas sem criar novas injustiças e sofrimentos”.

“Para alguns, o eventual acesso aos sacramentos ocorreria após ter sido precedido por um caminho penitencial, sob a responsabilidade do bispo diocesano, e com um compromisso claro em favor dos filhos”, acrescenta o documento.

O relatório propõe uma solução intermédia, à imagem do que alguns cardeais já tinham assinalado a respeito do acesso à Comunhão para os divorciados recasados – ‘nem para todos nem para ninguém’ – sem colocar em causa a doutrina católica da indissolubilidade do Matrimónio.

“Tratar-se ia de uma possibilidade não generalizada, fruto de um discernimento feito caso a caso, segundo uma lei de gradualidade, que tenha presente a distinção ente estado de pecado, estado de graça e circunstâncias atenuantes”, precisa o texto.

Em particular, assinala o relatório, é necessário respeitar o “sofrimento de quem viveu injustamente a separação e o divórcio” e fazer com que os pais separados assumam “de maneira leal e construtiva” as consequências para os seus filhos.

O documento, dividido em 58 pontos, dedica nove parágrafos a esta temática, recordando as pessoas divorciadas que não se voltaram a casar, convidadas a “encontrar na Eucaristia o alimento que as apoie no seu estado”.

Sobre os divorciados recasados, refere-se ainda que é preciso um “discernimento atento” e um acompanhamento “cheio de respeito” para evitar qualquer discriminação.

O texto alude ainda às propostas para tornar “mais acessíveis e ágeis” os procedimentos para o reconhecimento de casos de nulidade matrimonial, com um aumento da responsabilidade do bispo em cada diocese.

Estas reflexões são apresentadas como fruto de um debate em “grande liberdade” e vão continuar a ser discutidas até este domingo, nesta assembleia extraordinária, e no período que leva à próxima assembleia sinodal, sobre o mesmo tema, marcada para 2015.

“Não se trata de decisões tomadas nem de perspetivas fáceis”, assume o cardeal Péter Erdo, apontando para “caminhos de verdade e de misericórdia para todos”.

A 14ª Assembleia Geral ordinária do Sínodo dos Bispos vai decorrer de 4 a 25 de outubro de 2015, com o tema “A vocação e a missão da família na Igreja, no mundo contemporâneo”.

OC

Publicado por: horacionoronha | 14/10/2014

Dia Mundial do Trabalho Digno

Trabalho digno

Publicado por: horacionoronha | 10/10/2014

Sínodo entra em nova etapa após mais de 250 intervenções

 Sínido

Participantes encerraram debate geral com observações sobre «caminho penitencial» para divorciados

A assembleia geral extraordinária do Sínodo dos Bispos entrou numa nova etapa após mais de 250 intervenções, desde segunda-feira, em busca de novas soluções “pastorais” para responder às questões das famílias contemporâneas.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse aos jornalistas que as últimas sessões de trabalho com todos os participantes começaram a debater o “caminho penitencial” a que poderiam recorrer os divorciados que se voltaram a casar.

Em comunicado, a sala de imprensa da Santa Sé precisa que durante as intervenções livres do debate se sustentou a importância de que esse caminho “seja acompanhado por uma reflexão sobre os que ficaram sós e que frequentemente sofrem em silêncio e estão marginalizados”.

A assembleia assinalou também a necessidade de “proteger os filhos” dos que se divorciaram das “repercussões psicológicas” desta separação.

O tema foi abordado, entre outros, pelo cardeal André Vingt-Trois, um dos presidentes-delegados do Sínodo, para quem “parece cada vez mais necessária uma pastoral sensível, uma pastoral guiada pelo respeito das situações irregulares, capaz de oferecer um apoio concreto para a educação das crianças”.

Um dos padres sinodais, filho de divorciados (o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena), falou do “estigma” que ele e os seus pais sentiram por esse facto.

Os participantes no Sínodo apelaram a um maior acompanhamento da Igreja dos “viúvos e viúvas do divórcio”, como foi referido na conferência de imprensa desta sexta-feira.

O padre Lombardi revelou que durante os trabalhos à porta fechada se debateu o “papel da fé para a validade da celebração do sacramento do Matrimónio”, uma questão que levanta “aspetos problemáticos”, porque não é “simples” e exige um “exame aprofundado”.

O tema foi abordado pelo agora Papa emérito Bento XVI em janeiro de 2013, num discurso aos membros do Tribunal da Rota Romana.

A respeito do debate sobre o acesso dos divorciados católicos em segunda união à Comunhão, uma das intervenções recordou que quando São Pio X (Papa entre 1903 e 1914) determinou que a Primeira Comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade, isso foi considerado “extremamente revolucionário”.

“O facto é que há exemplos de coragem por parte de um Papa na reflexão ou introdução de novidades no que diz respeito à práxis do acesso à Eucaristia”, acrescentou o padre Lombardi.

Os trabalhos do sínodo prosseguem agora em grupos linguísticos denominados ‘círculos menores’ e na segunda-feira vai ser publicado o relatório.

(Com Ecclesia)

Publicado por: horacionoronha | 10/10/2014

Três palavras mágicas

“Há três palavras mágicas: “Pedir licença” para não ser invasivo na vida do cônjuge. “Obrigado”, agradecer o que o outro fez por mim, a beleza de dizer “obrigado”. E a outra, “desculpa”, que às vezes é mais difícil, mas é necessário dizê-la”.

(Papa Francisco, na Audiência Geral na Praça de São Pedro, quarta-feira, 2 de abril)

Publicado por: horacionoronha | 07/10/2014

7 de outubro – Dia Mundial do Trabalho Digno

Dia Mundial Trabalho Digno

LOC/MTC (Liga Operária Católica / Movimento de Trabalhadores Cristãos) e outros Movimentos Católicos apelam à participação no “Dia Mundial do Trabalho Digno”, a 7 de Outubro.

“Estamos imersos numa realidade que sofreu e está a sofrer profundas transformações em todos os âmbitos da vida das pessoas. A forma como hoje se organiza o trabalho não é compatível com a vida digna à qual fomos chamados”, explicam em comunicado, e acrescentam que “ter trabalho, ter salários suficientes para poder viver, realizar o trabalho em condições dignas” são situações que possibilitam “o crescimento e a construção da pessoa”.

Nesse sentido, assinalam na Europa o desemprego, “também dos jovens”, que alcança níveis “alarmantes em muitos países do sul” ou a perda dos direitos laborais.

A nível mundial exemplificam que “mais de duzentos milhões de mulheres e homens estão desempregados” ou “quase mil milhões” trabalham mas vivem abaixo do “limiar da pobreza de 2 dólares por dia”.

Por isso, a LOC/MTC e a HOAC (Espanha) convidam todas as pessoas a celebrar a Jornada Mundial pelo Trabalho Digno, a 7 de outubro, “refletindo” sobre o mundo laboral e a “descobrir e denunciar as causas” que originam o sofrimento dos trabalhadores, das famílias e dos povos.

“Como Igreja não podemos permanecer calados e passivos enquanto as condições sociais dificultem o ser humano de viver tranquilamente a sua dignidade de filhos de Deus”, frisam.

Os subscritores do comunicado destacam a ação da Igreja através da sua Doutrina Social que “apela e promove” ao trabalho digno, na qual o Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos faz a sua “reivindicação” como combate ao “desemprego, a subocupação e a precariedade laboral”.

A Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (Portugal) e a Hermandad Obrera Accion Católica (HOAC/Espanha) destacam as palavras do Papa Francisco que “atingem maior significado e são um apelo a toda a Igreja e a toda a sociedade”, como a defesa da dignidade dos trabalhadores, no encontro com os dirigentes e operários das fábricas de aço de Terni, 20 de março de 2014, ou em defesa de uma nova economia mais humana, no encontro com os trabalhadores e estudantes em Molise, Itália, a 5 de julho de 2014.

Publicado por: horacionoronha | 03/10/2014

Vaticano apresenta Sínodo 2014

 Sínido 2014

A próxima assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos, que dura duas semanas (5 a 19 de outubro de 2014), em vez das habituais três, vai debater os ‘desafios pastorais da família no contexto da evangelização’.

O caminho para o Sínodo 2014, um organismo consultivo, começou com a escolha do tema e da data do encontro, por parte do Papa Francisco, seguindo-se a publicação de um documento preparatório (‘lineamenta’), acompanhado por um questionário enviado pela Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos a cada Conferência Episcopal, que o distribuiu às dioceses.

Este documento foi então debatido por organismos episcopais e diversas instituições eclesiais, que enviaram as suas propostas à Santa Sé.

Após esta fase, foi redigido um instrumento de trabalho para a assembleia sinodal propriamente dita, com a síntese das respostas aos ‘lineamenta’, vindas dos vários episcopados, da Cúria Romana e da União dos Superiores Gerais dos institutos de religiosos e religiosas.

O Sínodo dos Bispos pode ser definido, em termos gerais, como uma assembleia consultiva de representantes dos episcopados católicos de todo o mundo, a que se juntam peritos e outros convidados, com a tarefa ajudar o Papa no governo da Igreja.

Publicado por: horacionoronha | 28/09/2014

Oração pelo Sínodo

Vai decorrer em Roma o Sínodo dos Bispos, sobre a Família. A propósito, o Papa Francisco pede que rezemos pelo bom resultado dos trabalhos do Sínodo e enviou uma oração à Sagrada Família, como segue:

Oração à Sagrada Família 

Jesus, Maria e José, em vós contemplamos

o esplendor do verdadeiro amor

e, com confiança, nos voltamos para vós.

Sagrada Família de Nazaré,

fazei com que nossas famílias

sejam lugares de comunhão e cenáculos de oração,

autênticas escolas do Evangelho

e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,

que nas famílias nunca haja violência, fechamento ou divisão,

que os que foram feridos ou escandalizados

sejam consolados e curados.

Sagrada Família de Nazaré,

nós vos suplicamos que, por ocasião do próximo Sínodo dos Bispos,

se reacenda em todos a consciência do caráter sagrado e inviolável da família,

e da sua beleza no projeto de Deus..

Jesus, Maria e José,

ouvi e atendei a nossa suplica.

Amem!

Publicado por: horacionoronha | 19/09/2014

Terceira idade

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