Publicado por: horacionoronha | 24/07/2015

Um Vitral de Invocação Mariana

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No dia 26 de julho de 2015, foi inaugurado um vitral, na fachada da Igreja do Pragal. O texto que se segue foi lido pelo autor – Louro Artur – na cerimónia de inauguração.

Um Vitral de Invocação Mariana

Numa época de avaliações urbanísticas e de reconstruções arquitectónicas, devido ao terramoto de 1755, o Prior Salvador Pereira de Matos do Castelo de Almada (da então arruinada Igreja de Santa Maria ou da Nossa Senhora da Assunção) regista em 1758, nas suas Memórias Paroquiais, que “No referido lugar do Pragal se está erigindo uma Ermida com invocação de Nossa Senhora Mãe dos Homens” 1. Desconhecendo-se até ao momento o autor do risco e seus intervenientes, a sua construção regista uma realização ornamental fragmentada, entre o estilo pombalino e estilo neoclássico. O templo de planta rectangular, de uma só nave, recebeu um tecto em madeira com pintura decorativa, no qual estava representado um escudo em honra da Virgem. Uma interessante fotografia do século XIX do interior da Igreja, dá-nos uma visão da Capela-mor e Altar-mor, revestida de um retábulo em madeira policromado, semelhante ao de Nossa Senhora do Bom Sucesso em Cacilhas. Ainda hoje, a Capela-mor guarda uma singularidade temporal, em duas portas com molduras ornamentais em pedraria, suportadas por arcos de verga, convocando uma memória têxtil de reposteiro, em meio e alto-relevo, rematados por frontões interrompidos de características neoclássicas.

Em 1911, um grupo de incautos republicamos anti-clericais2 vandalizaram e incendiaram a Igreja, assim como, a Igreja do Convento de São Paulo. Na onda destruidora, salvou-se com alguma ruína, a imagem de Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens. Restaurada posteriormente, guarda até hoje os sinais estéticos da sua beleza barroca; a poética pureza da sua verticalidade serena, o bom estofo dos seus panejamentos dourados e pintados, o movimento aparente e expressivo das suas vestes, o contraste de acabamentos, e o interessante adorno de coroa imperial. O Templo ficou fechado e sem culto durante longos anos, reconstruido nos anos 50 do Século XX, ampliado nos inícios do Século XXI, recebe a 26 de Julho de 2015, um vitral da autoria do Pintor Louro Artur, executado nas Oficinas dos Vitrais de Portugal em Leiria. A peça artística, edificada no janelão da frontaria da Igreja de estilo pombalino, invoca de acordo com a expressão do artista, Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens. A imagem, segurando o menino Jesus, eleva a sua mão como bênção ou oração. No universo do vitral, ladeando a virgem, o sol como símbolo de energia criadora e fonte de luz. No centro do espectro solar geométrico, um círculo simbólico, recebe Jesus Cristo segurando o mundo terrestre. O pano do Vitral, é ladeado na vertical, por uma visão aparente de rosas místicas, flor simbólica da virgem. Uma luz forte e brilhante atravessa o vitral, arrastando cores e formas sagradas para o corpo da Igreja. Este tapete de vidro translúcido e luminoso, invoca Jesus e Maria para a nossa presença, a sua luz é nossa esperança e fé.

 – Estão de parabéns todos que entrarem nesta Igreja; também, a Paróquia do Cristo-Rei, a Diocese de Setúbal, e o Senhor Padre Vicente que se lembrou da ideia e o Senhor Padre Horácio que a concretizou com todo o seu dinamismo e fé.

Bem Haja.

Pintor Louro Artur 26/07/2015

 

1 – Alexandre Flores, “Memórias Paroquiais 1758”. Anais de Almada n.º 5-6

2 – Em 18 de Outubro de 1911, o assunto do assalto e a destruição foi levado a Sessão de Câmara. Meses mais tarde for organizado um processo judicial para julgamento dos responsáveis, entre os quais se incluíam maioritariamente, membros da Carbonaria local. – António Policarpo.

Louro Artur escreve de acordo com a ortografia anterior ao Acordo Ortográfico (1990)

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A Diocese Setúbal celebrou 40 anos de fundação esta quinta-feira e D. Gilberto Reis, bispo diocesano, afirmou que a “Igreja jovem” continua a crescer, indicando “três grandes desafios” onde a voz do prelado e dos pastores é necessária.

“Sair de si e ir ao encontro dos outros de muitas maneiras, organizando e organizar as paróquias para ter tempo de ir ter com pessoas que estão mais longe, encontrando outra forma de linguagem, de viver o Evangelho na alegria que cativa para que as pessoas se sintam envolvidas”, adiantou D. Gilberto Reis em declarações à Agência ECCLESIA.

Para o bispo de Setúbal, a diocese deve “ajudar cada cristão a viver apaixonadamente a sua vida a partir da contemplação de Jesus” e “construir a comunhão eclesial na Santíssima Trindade onde as pessoas que se estimam, completam, são um corpo”.

Ao longo do Ano Pastoral 2014-2015, a Igreja de Setúbal celebrou os 40 anos de criação da diocese, onde o desafio foi fazer “memória agradecida” e lembrar o que foi “mais importante” em quatro décadas.

O bispo de Setúbal recorda que, há 17 anos, encontrou uma Igreja a “crescer e que está sempre em construção”, onde “foi possível criar novas paróquias e organizar novas vigararias; estruturar alguns serviços; aprofundar movimentos que já existiam”, um trabalho que acredita que vai ser “continuado” pelo próximo prelado, uma vez que, pelo limite de idade, já apresentou a resignação ao Papa.

Presente nas comemorações esteve também o primeiro bispo da diocese que recordou a entrega e disponibilidade a um povo que ao longo da história portuguesa foi sempre “muito participativo”.

“Não tinha programa pastoral, vinha para me entregar. Deus deu-me a graça de descobrir que a minha missão era mergulhar na vida do povo, o mundo era o altar da Igreja. Fiz as coisas mais mirabolantes que hoje nem acredito que tenha feito ou tenha dito”, revelou D. Manuel Martins.

Os 40 anos da Diocese de Setúbal foram celebrados com uma Eucaristia na Sé e uma sessão no Auditório da Anunciada, com testemunhos destas quatro décadas, onde se cantaram os ‘Parabéns’.

O chefe regional do Corpo Nacional de Escutas de Setúbal, João Costa, disse que a diocese dá à sociedade um “contexto de convivência, coabitação” e de “construção de projeto comum”.

A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, destacou a proximidade da Igreja aos cristãos onde muitos encontram o seu “refúgio e conforto para a solidão”, bem como o papel social, cultural, económico e religioso de “grande importância”.

A provincial da Congregação das Irmãs da Apresentação de Maria, que estava em Setúbal a 16 de julho de 1975, dia da criação da diocese, assinalou o “grande caminho” de uma Igreja dinâmica e um “povo de Deus comprometido”.

(Com Ecclesia)

Publicado por: horacionoronha | 06/07/2015

Encontro Nacional de Trabalhadores Cristãos

DECLARAÇÃO DE COIMBRA

Sociedade Justa e Sustentável, Com Trabalho Para Todos

A LOC/MTC – Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos realizou, um Encontro Nacional de Trabalhadores Cristãos, com o objetivo de estimular o compromisso na dinamização das organizações da sociedade e na democratização das instituições públicas, pela busca de uma Sociedade Justa e Sustentável, como nos tem desafiado o papa Francisco. Num contexto politico e socioeconómico marcado, por uma sociedade que produz pobres e excluídos, e tenta dar-lhes alguma assistência mas em dependência continuada, ao mesmo tempo que entrega os recursos naturais e produtivos a privados e a multinacionais que desenvolvem corrupção, paraísos fiscais, especulação financeira, deslocalização de empresas, Trabalhadores Cristãos, reunidos em Coimbra, declaramos publicamente: NÃO à Precariedade, Desemprego, Pobreza Três referências da sociedade atual que podem ser uma mistura explosiva.

 Os trabalhadores, com algumas exceções, estão cada vez mais pobres e sem condições de vida digna, sujeitos a grande pressão nos seus locais de trabalho pelas condições que lhe são impostas e sentem-se desmotivados, deprimidos e empurrados a aceitar, muitas vezes, situações que vão contra a sua dignidade.

 Mais de um milhão de desempregados, em 5,7 milhões em idade ativa, considerando números do desemprego oficial, mais os que já não constam do IEFP e os que são retirados destas listas por estarem em cursos de formação. Com a agravante que 80% não tem subsídio de desemprego, 20% há mais de 2 anos! Dados de dezembro de 2014.

 Não ter uma “ocupação com sentido”, um trabalho digno, é terreno propício para o aparecimento do álcool, prostituição, roubo, violência, desprezo generalizado pela vida, suicídio.

 Crianças que são retiradas dos infantários e muitas vão para a escola com fome, havendo situações em que a refeição na escola é a única que tomam em todo o dia, para além de todos os estragos afetivos resultantes do estado de alma dos adultos, pais, especialmente.

 O Aumento das doenças do foro psiquiátrico provocadas pela insegurança permanente, pelos medos acumulados, pela incapacidade de cumprir compromissos assumidos, pelo sentimento de inutilidade.

 A falta de ética e de moral de quem nos governa, as trapalhadas contínuas, a mentira, as decisões em cima do joelho, os casos frequentes de corrupção de altos funcionários do Estado e de políticos, desenvolvem o sentimento popular de descrédito na ação política, nos partidos e, pior ainda, no sistema democrático.

 A frieza, a falta de pudor e de respeito pela dignidade das pessoas por parte dos governantes é uma das notas mais relevantes da atual situação política e social, agravada pela aprovação de leis desfavoráveis aos mais fracos e desprotegidos.

 Quando se mata para sempre o emprego de adultos na força da vida e se deixam os jovens, anos a fio, à espera de nada; quando se corta nas pensões dos reformados e os idosos são reduzidos a sobrantes, a descartáveis, não está na hora de as comunidades cristãs e seus pastores se levantarem e insurgirem publicamente? Declaramos NÃO, à Precariedade, Desemprego, Pobreza, porque: A dignidade humana tem razões muito profundas

 A razão mais profunda da dignidade humana consiste na vocação do homem à união com Deus. Esta dignidade é que sustenta o direito de toda a pessoa humana ao trabalho e a um trabalho digno, mas a ausência de trabalho não significa ausência de dignidade. Quando uma pessoa se vê privada do direito ao trabalho, de poder ganhar o seu pão é duro, essa dignidade vê-se maltratada, ferida, amachucada,… mas mesmo nessa situação não perde a sua dignidade de pessoa.

 O ser humano é capaz de cooperar, renunciar a alguns privilégios, estabelecer compromissos, ser solidário e não apenas ser competitivo ou concorrente.

 Os bens da terra não são propriedade absoluta de ninguém, nem sequer só desta geração, como nos diz o papa Francisco na sua nova Encíclica.

 A sociedade pode ser mais justa quando proporcionar a todos os cidadãos oportunidades para se desenvolverem como pessoas, tendo para isso acesso aos meios políticos, económicos, educativos, culturais e espirituais, indispensáveis. QUEREMOS Participar, Formar, Acompanhar Lançar à terra sementes de uma nova humanidade

 Há sinais encorajadores: Solidariedade dos pais que ajudam os filhos mesmo com fracos recursos, solidariedade de muitas instituições e de pessoas singulares. A economia social e solidária em crescimento e o fenómeno “papa Francisco”, pelo que faz e pelo que diz, são outros sinais de esperança.

 As crises e a corrupção trazem muitos males, principalmente, aos mais desfavorecidos. Mas as dificuldades mais sentidas, a visibilidade das injustiças e a afronta ao enriquecimento escandaloso, ajuda-nos a reagir e a atuar também, encontrando forças que não imaginávamos ter.

 Nas eleições que se aproximam iremos valorizar medidas concretas que proponham prioridade às necessidades sociais em lugar dos interesses dos grupos financeiros e económicos, e subordinem a economia financeira às necessidades da economia real e do bem comum. Como disse o Papa Bento XVI na sua encíclica – Caridade na Verdade – “O primeiro capital a salvaguardar e valorizar é o Homem, a pessoa na sua integridade”.

 A participação na transformação do mundo e na ação pela justiça aparecem-nos claramente como uma dimensão constitutiva de ser cristão. Como trabalhadores cristãos queremos estimular o nosso compromisso na dinamização das organizações da sociedade e na democratização das instituições públicas. Não ficaremos indiferentes e comodamente instalados perante as tribulações e injustiças cometidas contra os mais desfavorecidos da sociedade. Vamos ser cidadãos mais ativos e empenhados na denúncia das causas que provocam uma sociedade tão desigual. Não nos vamos demitir dos nossos deveres cívicos e políticos, e seremos agentes de transformação no implementar de uma nova vivência social, baseada nos valores cristãos. E apelamos a que muitos outros cidadãos, cristãos ou não, se comprometam também nesta transformação. Acreditamos no homem e nas suas capacidades para mudar o mundo.

Coimbra 5 de Julho de 2015

LOC/MTC Tel: 21 390 77 11 – Av. Sidónio Pais, 20 – 4º Dir. 1050-215 LISBOA E-mail: loc@sapo.pt – Internet: http:// loc-mtc.ecclesia.pt

Publicado por: horacionoronha | 20/06/2015

«Cântico das Criaturas», de S. Francisco de Assis

A nova encíclica do Papa Francisco – Laudato Si – foi inspirado no «Cântico das criaturas» de S. Francisco de Assis, como segue:

Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as Tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão Sol,
que clareia o dia e que,
com a sua luz, nos ilumina.
Ele é belo e radiante,
com grande esplendor;
de Ti, Altíssimo, é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã Lua e pelas estrelas,
que no céu formaste, claras.
preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor.
pelo irmão vento,
pelo ar e pelas nuvens,
pelo sereno
e por todo o tempo
em que dás sustento
às Tuas criaturas.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã água, útil e humilde,
preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor,
pelo irmão fogo,
com o qual iluminas a noite.
Ele é belo e alegre,
vigoroso e forte.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela nossa irmã, a mãe terra,
que nos sustenta e governa,
produz frutos diversos,
flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor,
pelos que perdoam pelo Teu amor
e suportam as enfermidades
e tribulações.

Louvado sejas, meu Senhor,
pela nossa irmã, a morte corporal,
da qual homem algum pode escapar.

Louvai todos e bendizei o meu Senhor!
Dai-Lhe graças e servi-O
com grande humildade!

Publicado por: horacionoronha | 18/06/2015

A nova encíclica do Papa Francisco «Laudato Si»

Dia Mundial da Paz 2014

Alguns eixos atravessam toda a encíclica. Por exemplo: a relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta, a convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do novo paradigma e das formas de poder que derivam da tecnologia, o convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a necessidade de debates sinceros e honestos, a grave responsabilidade da política internacional e local, a cultura do descarte e a proposta dum novo estilo de vida. Estes temas nunca se dão por encerrados nem se abandonam, mas são constantemente retomados e enriquecidos.
Papa Francisco, encíclica «Laudato si», apresentada no Vaticano a 18 de junho de 2015

(Ecclesia)

Publicado por: horacionoronha | 12/06/2015

Nomeações pastorais

Visita Pastoral 3

O Sr. D. Gilberto enviou hoje, sexta-feira, uma Nota em que faz as nomeações pastorais, segundo as necessidades da diocese, ou atendendo a situações particulares.

Como podem verificar, eu também faço parte da lista, passando à situação da “pároco emérito do Pragal”. A palavra “emérito” significa que deixou as funções que tinha, sem assumir outras ao mesmo nível, mas continuando a colaborar em outros serviços da Igreja, segundo as necessidades e as capacidades de cada um. Para o meu lugar virá o P. José Maria Furtado, que tem sido pároco em Palmela. Transcrevo a Nota Pastoral do Sr. Bispo, deixando as despedidas para mais tarde.

“Caros diocesanos e irmãos em Cristo

Envio a lista das nomeações pastorais para este ano que, oportunamente, completarei com um ou outro aditamento.

Agradeço de coração a quem cessa um serviço e desejo as maiores felicidades para quem o começa ou o recomeça noutro lugar. Agradeço ainda a disponibilidade que encontrei em todos.

As respectivas mudanças serão realizadas, em princípio, a partir dos fins de Agosto, conforme acordo comigo e entre os párocos em causa. Eis a lista:

Pe. José Afonso Camacho Rodrigues Marques Pinto sj, pároco emérito da Sobreda;

Pe. Horácio Manuel da Silveira Noronha, pároco emérito do Pragal;

Pe. Fernando Ferreira Belo, pároco emérito de Almada;

Pe. Luís Manuel Martins Ferreira, pároco de Palmela, deixando Faralhão e Praias do Sado;

Pe. Abraão Kasisa, pároco de Faralhão e Praias do Sado deixando de ser pároco de Pegões (Sto Isidro ) e de Pegões (Nossa Senhora de Fátima) e de Canha;

Pe. Miguel Soares de Albergaria d’Aguiar, quasi-pároco de Atalaia com o Pe Carlos Rosmaninho sendo o Pe Miguel o moderador, mantendo ambos as anteriores nomeações. Além disso, o Pe Miguel será também pároco de Sarilhos Grandes;

Pe. José Maria Gonçalves Furtado, pároco do Pragal deixando Palmela;

Pe. Zeferino Baptista Sakapepa, pároco de Pegões (Sto Isidro), Pegões (Nossa Senhora de Fátima) e Canha, deixando os serviços anteriores;

Pe. Marco Fernando da Silva Luís, pároco de Almada, deixando o serviço de pároco do Seixal;

Pe. António Manuel Rodrigues Estevão, capelão das Irmãs da Apresentação de Maria e das Stas Casas da Misericórdia de Setúbal e do Montijo, deixando a paroquialidade da Atalaia e de Sarilhos Grandes;

Pe João Luís Nabais Dias, pároco da Sobreda, deixando de ser vigário paroquial de Almada;

Pe. Tiago André Pacheco da Silva Ribeiro e Pinto, pároco do Seixal, deixando de ser vigário paroquial de Sta Maria do Barreiro.

Peço a oração de todos para que estas mudanças sirvam, do melhor modo, para tornar a nossa Diocese numa comunidade de discípulos missionários de Jesus Cristo.

Aceite os meus melhores cumprimentos.

Setúbal, 12 de Junho de 2015

+Gilberto, Bispo de Setúbal”

Publicado por: horacionoronha | 10/06/2015

«Cura» vem antes da lei, sustenta o Papa

Com os doentes

Francisco diz que Igreja se deve centrar no cuidado de quem está doente no corpo e na alma

O Papa disse no Vaticano que a Igreja Católica tem a missão de ajudar os doentes, seguindo o exemplo de Jesus, e que essa cura vem “antes da lei”.

 “A missão da Igreja é ajudar os doentes, não perder-se em bisbilhotices, ajudar sempre, aliviar, estar perto dos doentes”, declarou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a audiência pública semanal, desta quarta-feira.

Francisco recordou que, como os Evangelhos relatam, para Cristo “a cura vinha antes da lei, mesmo daquela tão sagrada como a do descanso do sábado”.

“Quando penso nas grandes cidades contemporâneas, pergunto-me onde estão as portas para onde possamos levar os doentes, esperando que sejam cuidados”, acrescentou, numa intervenção sublinhada com os aplausos dos presentes.

O Papa referiu que “Jesus nunca se recusou a cuidar dos doentes, não foi para outro lado, não virou a cara”, porque “veio para curar o homem de todo o mal, o mal do espírito e o mal do corpo”.

Prosseguindo o ciclo de reflexões sobre a família, Francisco aludiu ao “sofrimento e angústia” com que se vive a doença de quem mais se ama.

“Muitas vezes, custa menos aos pais suportar a própria doença do que a dos filhos”, afirmou.

Segundo Francisco, “o hospital mais próximo” foi a sempre a família e “ainda hoje, em muitas partes do mundo, o hospital é um privilégio para poucos”.

“São a mãe, o pai, os irmãos, as irmãs, os avós que garantem os cuidados e ajudam a curar”, prosseguiu.

Nesse sentido, elogiou a “heroicidade escondida” das famílias que cuidam de quem está doente, “com ternura e com coragem”.

O Papa sublinhou a importância de educar as crianças, desde pequenos, “para a solidariedade no tempo da doença”, evitando que elas sejam “anestesiadas” para o sofrimento dos outros e a “experiência da limitação”.

“Devemos agradecer a Deus pelas beneméritas experiências de fraternidade eclesial que ajudam as famílias a atravessar o difícil momento da dor e do sofrimento”, observou.

“Se alguma vez a vida fizer desencadear turbulências espirituais na vossa alma, ide procurar refúgio sob o manto da Virgem Mãe de Deus; somente lá encontrareis paz. Sobre vós, vossas famílias e paróquias desça a bênção do Senhor”; concluiu.

(Com Ecclesia)

Publicado por: horacionoronha | 05/06/2015

Profetas de um tempo novo

«Vejo mais saudosos do regresso aos privilégios adquiridos do que profetas de um tempo novo»

(D. Carlos Azevedo, Bispo português em Roma)

Publicado por: horacionoronha | 04/06/2015

Nova encíclica do Papa sobre ecologia, a 18 de junho

Ecologia

 A 15 de janeiro deste ano, o Papa disse que a sua próxima encíclica, sobre a ecologia, iria ser publicada entre junho e julho, ainda a tempo de pressionar a comunidade internacional para decisões corajosas na Conferência do Clima 2015, em Paris.

“A última conferência, no Peru [dezembro de 2014], desiludiu-me, esperemos que em Paris sejam um pouco mais corajosos. Penso que o diálogo entre religiões é importante, também neste ponto, e que estamos de acordo num sentimento comum”, referiu aos jornalistas, durante a viagem que o levou do Sri Lanka às Filipinas.

Até dezembro, em Paris, vão decorrer uma série de eventos destinados a definir um novo acordo climático global pós-2020, centrado na redução de emissões para limitar o aumento médio de temperatura em 2º.

“Em grande parte, é o ser humano, que dá chapadas à natureza, quem tem responsabilidade nas alterações climáticas. De certa forma, tornamo-nos donos da natureza, da mãe terra”, alertou o Papa, para quem “o homem foi longe demais”.

A encíclica é o grau máximo das cartas que um Papa escreve; entre os principais documentos do atual pontificado estão a encíclica ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé), que recolhe reflexões de Bento XVI, e a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria do Evangelho), estando a decorrer um Sínodo sobre a Família, em duas sessões.

“Que a relação dos homens com a natureza não seja guiada pela cobiça, pela manipulação e a exploração, mas conserve a harmonia divina entre as criaturas e o criador, na lógica do respeito e do cuidado, para a colocar ao serviço dos irmãos, também das gerações futuras”, disse, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

Nesse contexto, aludiu ao setor agrícola e sublinhou que “não se pode tolerar que milhões de pessoas no mundo morram de fome, enquanto toneladas de produtos alimentares” são deitadas fora.

Publicado por: mgracaa | 28/05/2015

A Vigararia de Almada nos 40 anos da Diocese

A Vigararia de Almada nos 40 anos da Diocese

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Encerramento das atividades da Catequese 

das paróquias da Vigararia de Almada (Almada, Cacilhas, Cova da Piedade, Cristo Rei e Feijó)

Dia 13 de junho no Seminário de Almada

 Programa:

14.30 h – Acolhimento

15.00 h – Jogos

17.00 h – Lanche partilhado

17.30 h – Eucaristia

PS – O nosso Bispo, D. Gilberto estará connosco durante uma parte da tarde.

Vem e traz a tua família para vivermos em conjunto a alegria de sermos igreja de Setúbal

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