Publicado por: mgracaa | 22/03/2017

Uma dezena para Nossa Senhora

dezena P

Publicado por: mgracaa | 12/02/2017

Processo de Beatificação da Irmã Lúcia

lucia_01-jpg

A sessão de clausura do inquérito diocesano do processo de beatificação e canonização da Irmã Lúcia vai realizar-se dia 13 de fevereiro, no Carmelo de Santa Teresa de Coimbra.
A cerimónia começa às 17:00 e uma hora depois celebra-se uma missa de ação de graças.
O referido Inquérito Diocesano reúne todos os escritos da Irmã Lúcia, os depoimentos das
testemunhas ouvidas acerca da sua fama de santidade e das suas virtudes heróicas.
Após a Sessão de Clausura, todo o material recolhido será entregue na Congregação das Causas dos Santos, em Roma, que dará o adequado seguimento, de acordo com as normas estabelecidas pela Igreja.
“Obviamente que estamos todos muito ansiosos pela sua beatificação, mas eu penso que a Irmã Lúcia merece um estudo muito aprofundado e rigoroso, não só para a questão histórica, que é muito importante, mas concomitantemente, para a sua dimensão espiritual.
Creio que prestamos um melhor serviço à própria Lúcia, à sua santidade e características, se estudarmos bem a documentação que existe”, sustenta a irmã Ângela Coelho, que em setembro de 2014 foi nomeada vice-postuladora da causa de canonização da Irmã Lúcia pelo Postulador Geral dos Carmelitas Descalços, o padre Romano Gambalunga.

Publicado por: mgracaa | 12/02/2017

Canonização dos Pastorinhos Jacinta e Francisco

Milagre provado, canonização avança

fatima_pastorinhos_francisco_jacinta-1

O milagres necessário para a canonização dos Pastorinhos de Fátima, os Beatos Francisco e Jacinta Marto, teve um passo decisivo, com a aprovação do milagre necessário para que tal possa avançar.
A notícia foi dada em 5 de fevereiro, por Monsenhor Agostinho Borges, Reitor do Instituto Português de S. António em Roma, na Igreja de S. António dos Portugueses, no período final da Eucaristia, e onde se adiantou que o caso teria sido o de uma criança brasileira, sem outros pormenores.
A Rádio Renascença, por seu lado, apurou em Roma que é apenas a aprovação da Comissão Científica aquela que se deu agora, faltando ainda a aprovação da Comissão teológica e do Consistório dos Cardeais.
Mas é de facto a fase agora ultrapassada a decisiva: é esta Comissão Científica que dá como provada a inexplicabilidade, em termos científicos, das curas que acontecem por intercessão daqueles que irão depois ser canonizados.
Publicado por: mgracaa | 05/02/2017

Dia Diocesano do Catequista

 

No Domingo 5 de Fevereiro no Auditório da Anunciada em Setúbal realizou-se com a participação de muitos catequistas de toda a Diocese o DIA DIOCESANO DO CATEQUISTAS , com o seguinte TEMA: «Eu sou para o meu amado e o meu amado é para mim» (Ct 6,3)
 

HORÁRIO:
9h30-Acolhimento, oração da manhã e apresentações por vigararia sobre a Mensagem de Fátima
13h00-Almoço partilhado
14h15-Mesa redonda sobre o Sacramento do Matrimónio
16h15-Eucaristia

No final da Eucaristia presidida pelo Bispo D. José Ornelas de Carvalho os catequistas com 25 ou mais anos de Missão na Catequese receberam um diploma.

 

Publicado por: mgracaa | 21/01/2017

Festa de S. Sebastião

img_20170120_193851-p

Na 6ª feira 20 de Janeiro celebrou-se a Festa de S. Sebastião.     A Eucaristia foi presidida pelo Padre José Maria Furtado com a presença do Seminário, Padre Fernando Paiva e 4 seminaristas.

img_20170120_182854-p

ORAÇÃO

Concedei-nos, Senhor, o espírito de fortaleza, para que a exemplo de São Sebastião, aprendamos a obedecer antes a Vós que aos homens. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.

img_20170120_193821p

Publicado por: mgracaa | 21/01/2017

Jornal Notícias de Setúbal ONLINE

Notícias de Setúbal:Um passo em direção a uma nova etapa. Como já foi anunciado, o semanário diocesano, Notícias de Setúbal está a passar por uma fase de transformação, à semelhança do que acontece com a maioria dos jornais, nos nossos dias. A mudança dos hábitos de leitura, o desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação, os custos das publicações tradicionais e a busca de maior rapidez e diversidade dos meios utilizados, entre outras razões, exigem realismo de análise e criatividade na busca de soluções ajustadas à realidade em que vivemos.

A Diocese de Setúbal não é exceção a este movimento e tem em curso um processo de repensamento dos meios que utiliza para comunicar internamente e para dialogar com a sociedade onde vive, o que inclui, naturalmente, o Notícias de Setúbal. O aumento da utilização da versão electrónica do jornal e a rápida diminuição de leitores da sua versão escrita, para além dos problemas económicos que comporta, mostra bem que há que buscar novos caminhos, potenciando as novas formas de disponibilizar informação e promover o diálogo cultural e religioso.

É nesta perspetiva que se pretende investir em diversas formas complementares de informação, como a o potenciamento da publicação electrónica do jornal, a disponibilização regular de resumos noticiosos e a ligação com a informação das paróquias, ao mesmo tempo que se vai dando corpo à estrutura comunicativa da diocese no seu conjunto. A cessação da versão impressa do semanário diocesano, que agora tem lugar, não significa, pois, um menor esforço de comunicação, nem um vazio noticioso, mas, pelo contrário, um passo no processo de conversão em curso, que há de conhecer ulteriores de desenvolvimentos nos próximos tempos.

Quero agradecer, em nome da diocese, ao membros da direção e aos colaboradores do jornal, tanto atuais, como do passado, pelo precioso serviço prestado à Igreja diocesana e à sociedade. Com meios muito reduzidos, foram capazes de manter um elo importante de ligação e de informação, ao serviço da palavra, da informação, da formação, do Evangelho. Bem hajam!

Agradeço igualmente a todos os que, pela leitura, pela difusão, pelos comentários e críticas, ajudaram a dar ao jornal a sua imagem participativa e diocesana. Certamente que esta dimensão interativa encontrará no futuro novas e mais adequadas formas de expressão, para as quais peço, desde já, a atenção e a participação.

Espero que o espírito de criatividade, dedicação e serviço ao Evangelho que guiou os pioneiros/as do Notícias de Setúbal nos oriente neste momento de mudança e rejuvenescimento, para responder aos desafios do nosso tempo, criando informação, comunhão de valores e propostas ao serviço de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, como caminho para a paz e a esperança a que este Natal nos convida.

Publicado por: mgracaa | 01/01/2017

Dia Mundial da Paz 2017

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO
50º DIA MUNDIAL DA PAZ 

1° DE JANEIRO DE 2017

franciscopaloma_losservatoreromano_030216

A não-violência: estilo de uma política para a paz

  1. No início deste novo ano, formulo sinceros votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, bem como aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil. Almejo paz a todo o homem, mulher, menino e menina, e rezo para que a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa. Sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta «dignidade mais profunda»[1]e façamos da não-violência ativa o nosso estilo de vida.

Esta é a Mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz. Na primeira, o Beato Papa Paulo VI dirigiu-se a todos os povos – e não só aos católicos – com palavras inequívocas: «Finalmente resulta, de forma claríssima, que a paz é a única e verdadeira linha do progresso humano (não as tensões de nacionalismos ambiciosos, nem as conquistas violentas, nem as repressões geradoras duma falsa ordem civil)». Advertia contra o «perigo de crer que as controvérsias internacionais não se possam resolver pelas vias da razão, isto é, das negociações baseadas no direito, na justiça, na equidade, mas apenas pelas vias dissuasivas e devastadoras». Ao contrário, citando a Pacem in terris do seu antecessor São João XXIII, exaltava «o sentido e o amor da paz baseada na verdade, na justiça, na liberdade, no amor».[2] É impressionante a atualidade destas palavras, não menos importantes e prementes hoje do que há cinquenta anos.

Nesta ocasião, desejo deter-me na não-violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz. Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas.

Um mundo dilacerado

  1. Enquanto o século passado foi arrasado por duas guerras mundiais devastadoras, conheceu a ameaça da guerra nuclear e um grande número de outros conflitos, hoje, infelizmente, encontramo-nos a braços com uma terrível guerra mundial aos pedaços. Não é fácil saber se o mundo de hoje seja mais ou menos violento que o de ontem, nem se os meios modernos de comunicação e a mobilidade que carateriza a nossa época nos tornem mais conscientes da violência ou mais rendidos a ela.

Seja como for, esta violência que se exerce «aos pedaços», de maneiras diferentes e a variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. E para quê? Porventura a violência permite alcançar objetivos de valor duradouro? Tudo aquilo que obtém não é, antes, desencadear represálias e espirais de conflitos letais que beneficiam apenas a poucos «senhores da guerra»?

A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos, porque grandes quantidades de recursos são destinadas a fins militares e subtraídas às exigências do dia-a-dia dos jovens, das famílias em dificuldade, dos idosos, dos doentes, da grande maioria dos habitantes da terra. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos.

A Boa Nova

  1. O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: «Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos» (Marcos7, 21). Mas, perante esta realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou os seus discípulos a amar os inimigos (cf. Mateus5, 44) e a oferecer a outra face (cf. Mateus 5, 39). Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. João 8, 1-11) e na noite antes de morrer, quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mateus 26, 52), Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Efésios 2, 14-16). Por isso, quem acolhe a Boa Nova de Jesus, sabe reconhecer a violência que carrega dentro de si e deixa-se curar pela misericórdia de Deus, tornando-se assim, por sua vez, instrumento de reconciliação, como exortava São Francisco de Assis: «A paz que anunciais com os lábios, conservai-a ainda mais abundante nos vossos corações».[3]

Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência. Esta, como afirmou o meu predecessor Bento XVI, «é realista pois considera que no mundo existe demasiada violência, demasiada injustiça e, portanto, não se pode superar esta situação, exceto se lhe contrapuser algo mais de amor, algo mais de bondade. Este “algo mais” vem de Deus».[4]E acrescentava sem hesitação: «a não-violência para os cristãos não é um mero comportamento tático, mas um modo de ser da pessoa, uma atitude de quem está tão convicto do amor de Deus e do seu poder que não tem medo de enfrentar o mal somente com as armas do amor e da verdade. O amor ao inimigo constitui o núcleo da “revolução cristã”».[5] A página evangélica – amai os vossos inimigos (cf. Lucas 6, 27) – é, justamente, considerada «a magna carta da não-violência cristã»: esta não consiste «em render-se ao mal (…), mas em responder ao mal com o bem (cf. Romanos 12, 17-21), quebrando dessa forma a corrente da injustiça».[6]

Mais poderosa que a violência

  1. Por vezes, entende-se a não-violência como rendição, negligência e passividade, mas, na realidade, não é isso. Quando a Madre Teresa recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1979, declarou claramente qual era a sua ideia de não-violência ativa: «Na nossa família, não temos necessidade de bombas e de armas, não precisamos de destruir para edificar a paz, mas apenas de estar juntos, de nos amarmos uns aos outros (…). E poderemos superar todo o mal que há no mundo».[7]Com efeito, a força das armas é enganadora. «Enquanto os traficantes de armas fazem o seu trabalho, há pobres pacificadores que, só para ajudar uma pessoa, outra e outra, dão a vida»; para estes obreiros da paz, a Madre Teresa é «um símbolo, um ícone dos nossos tempos».[8]No passado mês de setembro, tive a grande alegria de a proclamar Santa. Elogiei a sua disponibilidade para com todos «através do acolhimento e da defesa da vida humana, a dos nascituros e a dos abandonados e descartados. (…) Inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes – diante dos crimes! – da pobreza criada por eles mesmos».[9] Como resposta, a sua missão – e nisto representa milhares, antes, milhões de pessoas – é ir ao encontro das vítimas com generosidade e dedicação, tocando e vendando cada corpo ferido, curando cada vida dilacerada.

A não-violência, praticada com decisão e coerência, produziu resultados impressionantes. Os sucessos alcançados por Mahatma Gandhi e Khan Abdul Ghaffar Khan, na libertação da Índia, e por Martin Luther King Jr contra a discriminação racial nunca serão esquecidos. As mulheres, em particular, são muitas vezes líderes de não-violência, como, por exemplo, Leymah Gbowee e milhares de mulheres liberianas, que organizaram encontros de oração e protesto não-violento (pray-ins), obtendo negociações de alto nível para a conclusão da segunda guerra civil na Libéria.

E não podemos esquecer também aquela década epocal que terminou com a queda dos regimes comunistas na Europa. As comunidades cristãs deram a sua contribuição através da oração insistente e a ação corajosa. Especial influência exerceu São João Paulo II, com o seu ministério e magistério. Refletindo sobre os acontecimentos de 1989, na Encíclica Centesimus annus(1991), o meu predecessor fazia ressaltar como uma mudança epocal na vida dos povos, nações e Estados se realizara «através de uma luta pacífica que lançou mão apenas das armas da verdade e da justiça».[10] Este percurso de transição política para a paz foi possível, em parte, «pelo empenho não-violento de homens que sempre se recusaram a ceder ao poder da força e, ao mesmo tempo, souberam encontrar aqui e ali formas eficazes para dar testemunho da verdade». E concluía: «Que os seres humanos aprendam a lutar pela justiça sem violência, renunciando tanto à luta de classes nas controvérsias internas, como à guerra nas internacionais».[11]

A Igreja comprometeu-se na implementação de estratégias não-violentas para promover a paz em muitos países solicitando, inclusive aos intervenientes mais violentos, esforços para construir uma paz justa e duradoura.

Este compromisso a favor das vítimas da injustiça e da violência não é um património exclusivo da Igreja Católica, mas pertence a muitas tradições religiosas, para quem «a compaixão e a não-violência são essenciais e indicam o caminho da vida».[12] Reitero-o aqui sem hesitação: «nenhuma religião é terrorista».[13] A violência é uma profanação do nome de Deus.[14] Nunca nos cansemos de repetir: «jamais o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa, não a guerra».[15]

A raiz doméstica duma política não-violenta

  1. Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família. É uma componente daquela alegria do amor que apresentei na Exortação Apostólica Amoris laetitia, em março passado, concluindo dois anos de reflexão por parte da Igreja sobre o matrimónio e a família. Esta constitui o cadinho indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão.[16]A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade.[17]Aliás, uma ética de fraternidade e coexistência pacífica entre as pessoas e entre os povos não se pode basear na lógica do medo, da violência e do fechamento, mas na responsabilidade, no respeito e no diálogo sincero. Neste sentido, lanço um apelo a favor do desarmamento, bem como da proibição e abolição das armas nucleares: a dissuasão nuclear e a ameaça duma segura destruição recíproca não podem fundamentar este tipo de ética.[18] Com igual urgência, suplico que cessem a violência doméstica e os abusos sobre mulheres e crianças.

O Jubileu da Misericórdia, que terminou em novembro passado, foi um convite a olhar para as profundezas do nosso coração e a deixar entrar nele a misericórdia de Deus. O ano jubilar fez-nos tomar consciência de como são numerosos e variados os indivíduos e os grupos sociais que são tratados com indiferença, que são vítimas de injustiça e sofrem violência. Fazem parte da nossa «família», são nossos irmãos e irmãs. Por isso, as políticas de não-violência devem começar dentro das paredes de casa para, depois, se difundir por toda a família humana. «O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a pôr em prática o pequeno caminho do amor, a não perder a oportunidade duma palavra gentil, dum sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo».[19]

O meu convite

  1. A construção da paz por meio da não-violência ativa é um elemento necessário e coerente com os esforços contínuos da Igreja para limitar o uso da força através das normas morais, mediante a sua participação nos trabalhos das instituições internacionais e graças à competente contribuição de muitos cristãos para a elaboração da legislação a todos os níveis. O próprio Jesus nos oferece um «manual» desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus –, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça.

Este é um programa e um desafio também para os líderes políticos e religiosos, para os responsáveis das instituições internacionais e os dirigentes das empresas e dos meios de comunicação social de todo o mundo: aplicar as Bem-aventuranças na forma como exercem as suas responsabilidades. É um desafio a construir a sociedade, a comunidade ou a empresa de que são responsáveis com o estilo dos obreiros da paz; a dar provas de misericórdia, recusando-se a descartar as pessoas, danificar o meio ambiente e querer vencer a todo o custo. Isto requer a disponibilidade para «suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo».[20] Agir desta forma significa escolher a solidariedade como estilo para fazer a história e construir a amizade social. A não-violência ativa é uma forma de mostrar que a unidade é, verdadeiramente, mais forte e fecunda do que o conflito. No mundo, tudo está intimamente ligado.[21] Claro, é possível que as diferenças gerem atritos: enfrentemo-los de forma construtiva e não-violenta, de modo que «as tensões e os opostos [possam] alcançar uma unidade multifacetada que gera nova vida», conservando «as preciosas potencialidades das polaridades em contraste».[22]

Asseguro que a Igreja Católica acompanhará toda a tentativa de construir a paz inclusive através da não-violência ativa e criativa. No dia 1 de janeiro de 2017, nasce o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que ajudará a Igreja a promover, de modo cada vez mais eficaz, «os bens incomensuráveis da justiça, da paz e da salvaguarda da criação» e da solicitude pelos migrantes, «os necessitados, os doentes e os excluídos, os marginalizados e as vítimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, os reclusos, os desempregados e as vítimas de toda e qualquer forma de escravidão e de tortura».[23] Toda a ação nesta linha, ainda que modesta, contribui para construir um mundo livre da violência, o primeiro passo para a justiça e a paz.

Em conclusão

  1. Como é tradição, assino esta Mensagem no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Nossa Senhora é a Rainha da Paz. No nascimento do seu Filho, os anjos glorificavam a Deus e almejavam paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade (cf. Lucas2, 14). Peçamos à Virgem Maria que nos sirva de guia.

«Todos desejamos a paz; muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para a construir».[24]No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. «Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz».[25]

Vaticano, 8 de dezembro de 2016.

Francisco

 

Publicado por: mgracaa | 17/12/2016

Jantar para Todos na Vigararia de Almada

Na sexta-feira, dia 16 de Dezembro realizou-se, em Almada, a segunda edição do “Jantar para Todos”, um jantar de Natal Solidário da iniciativa das Paróquias da vigararia de Almada (Cova da Piedade, Laranjeiro/Feijó, Cristo Rei – Pragal, Cacilhas e Almada) a que se juntaram outras Instituições não católicas como a ACEDA – Associação Cristã Evangélica de Apoio Social e a RE-Food, com o apoio da autarquia.

Esta iniciativa é o resultado de um trabalho de ação social desenvolvido ao longo do ano nas diferentes Instituições de Solidariedade Social, e que só acontece devido à partilha e interajuda entre as diferentes paróquias e instituições que se juntaram neste acontecimento.

Na ocasião, marcou também presença o Presidente da Câmara Municipal de Almada, Joaquim Judas, acompanhado pela Diretora do Departamento de Intervenção Social e Habitação da autarquia, Ana Gameiro. Dirigindo algumas palavras aos presentes, o autarca congratulou-se com a iniciativa e sublinhou que «o mais importante são as pessoas». Demonstrou-se ainda solidário com todos aqueles que passam por dificuldades, não só materiais mas também espirituais, como é o caso da solidão, e deixou os votos de um bom Natal.

A realização deste jantar solidário que garantiu uma refeição completa a cerca de 300 pessoas de carenciadas do concelho de Almada, só foi possível devido à generosidade das diferentes comunidades, e à colaboração de, aproximadamente, 100 voluntários.

«Agradecemos a sua preciosa ajuda, colaboração, alegria e espírito de serviço. Sem os nossos voluntários certamente que o jantar não seria o mesmo», destacou o Padre José Pinheiro. Entre eles estiveram alunos do Externato Diocesano Frei Luís de Sousa, membros da Comunidade Shalom, Escuteiros da cidade e os grupos de jovens das Paróquias e da ACEDA..

O jantar decorreu no salão paroquial da igreja de Nossa Senhora de Assunção (Paróquia de Almada) com a animação de diversos grupos: Assembleia de Deus de Almada, Coro Paroquial da Cova da Piedade e Comunidade Shalom.

Foram ainda entregues, às crianças, presentes oferecidos por algumas empresas e outros provenientes da campanha “Árvore Solidária” promovida pela EPED – Escola Profissional de Educação para o Desenvolvimento, localizada no Monte da Caparica. No final do jantar foi distribuído o tradicional bolo-rei, oferecido pelo Grupo Xandite e pela Câmara Municipal de Almada.

Publicado por: mgracaa | 02/12/2016

Jantar para Todos

ii-jantar-para-todos_bannerNo próximo dia 16 de dezembro realiza-se a segunda edição do Jantar para Todos. Este é um jantar de Natal solidário, da iniciativa das Paróquias da vigararia de Almada (Cova da Piedade, Laranjeiro/Feijó, Cristo Rei – Pragal, Cacilhas e Almada) a que se juntam outras Instituições da comunidade local, com o apoio da Câmara Municipal.

Entre estas instituições encontram-se a ACEDA – Associação Cristã Evangélica de Apoio Social, a Santa Casa da Misericórdia de Almada, a RE-Food e a AMI. Este jantar pretende, assim, proporcionar um momento de convívio entre as famílias que são apoiadas a nível social pelas instituições organizadoras.

Esta é uma ação que mobiliza mais de 100 voluntários, na sua maioria jovens, que colaboram na confeção de uma refeição completa, e que a servem a mais de 300 pessoas carenciadas do concelho de Almada.

 

O jantar irá decorrer, à semelhança do ano anterior, no salão paroquial da igreja de Nossa Senhora de Assunção (Paróquia de Almada), a partir das 20h, com a animação de diversos grupos: Assembleia de Deus de Almada, Coro Paroquial da Cova da Piedade, Agrupamento do CNE 461 Feijó, o Grupo de Cantares Alma(da)gente, e a banda católica Luz Jovem.

ALGUMAS FOTOS DO JANTAR DO ANO PASSADO

jantar-para-todos_2015_9

jantar-para-todos_2015_4

jantar-para-todos_2015_2jantar-para-todos_2015_5jantar-para-todos_2015_14

Foi com muita alegria que hoje Domingo 20 de Novembro na Igreja do Pragal foi celebrada a Eucaristia às 11h presidida pelo Senhor Bispo D. José Ornelas, com a presença do Padre Vicente Martins, Padre Horácio Noronha, Padre Manuel Soares e do actual Pároco Padre José Maria Furtado. O Presidente da Câmara Municipal de Almada, Joaquim Judas e a Vereadora Amélia Pardal participaram connosco na Celebração dos 40 anos da Paróquia de Cristo Rei

Antes da Celebração da Eucaristia fez-se a inauguração do Painel de azulejos junto da Pia Batismal do autor Louro Artur representando o Batismo de Jesus onde se ouviu a voz do Pai “Este é o meu Filho muito amado…”

Era visível neste dia a alegria dos jovens que receberam o Crisma.

Agradecemos a Deus por tanta abundância dos Seus dons ao longo destes 40 anos e pedimos a Cristo Rei que reine sempre nos nossos corações, que venha a todos o Seu Reino, que sejamos santos, testemunhas da Sua Alegria e do Seu Amor.

Que Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens, nossa Padroeira, nos ensine o seu modo de AMAR, LOUVAR e SERVIR!

Older Posts »

Categorias