Publicado por: Horácio Noronha | 13/12/2014

Os pobres evangelizam-nos

O Papa Francisco afirmou hoje no Vaticano que “os pobres evangelizam-nos e evangelizam sempre, comunicam-nos misteriosamente a sabedoria de Deus”.

Para o Papa, “não há melhor forma de anunciar hoje ao mundo a alegria do Evangelho” do que a “opção pelos últimos, por aqueles que a sociedade rejeita e coloca de lado”.


Responses

  1. “Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4, 4)

    O Papa Francisco foi claro na sua mensagem para o dia mundial das missões de 2013. A “opção preferencial pelos pobres” e a “opção preferencial pelos últimos e pelos excluídos” é a decisão e o empenho por parte dos cristãos para serem reflexo do genuíno amor de Deus que deseja curar e elevar o ser humano em todas as suas dimensões antropológicas, a começar pelos excluídos e pelos últimos da sociedade, pois se estes não tivessem prioridade, não estávamos em face do genuíno amor de Deus, mas de um amor humano contaminado pelo egoísmo e pelo pecado. O verdadeiro amor de Deus, por ser verdadeiro amor, é um amor sensível e atento aos pequenos, aos sem-voz, aos miseráveis, aos excluídos, aos últimos. E por ser verdadeiro amor, é um amor que está atento e deseja anular os vários tipos de pobreza e de miséria que abundam na sociedade humana, isto é, a pobreza material, a pobreza moral e a pobreza espiritual. O verdadeiro amor de Deus, e a verdadeira atitude cristã, é aquela que vai ao encontro das diversas misérias humanas, para as anular, e em consequência, elevar e dignificar esses seres humanos vítimas desses diversos tipos de pobreza. Foi esta a atitude de Jesus Cristo, incarnação do amor de Deus, que foi ao encontro das diversas misérias humanas para as curar. Será sempre esta a atitude da Igreja, como prolongamento histórico de Cristo.
    A vida cristã, só é verdadeiramente cristã, se a luta contra a pobreza for uma luta contra os vários tipos de pobreza, ou seja, empenho contra a pobreza material, contra a pobreza moral e contra a pobreza espiritual. É bom que todos os baptizados tenham a clara consciência que a luta contra a pobreza e a opção pelos pobres não se reduz a uma luta apenas e só contra a pobreza material do ser humano (tentação demoníaca Mt 4, 3), mas é uma opção que abrange e inclui os vários tipos de pobreza humana, todas ao mesmo tempo e sempre em equilíbrio, pois só este impulso para anular os vários tipos de pobreza e miséria é verdadeiro reflexo do amor de Deus, e em consequência, só esta atitude é verdadeiramente cristã.

    José Alves


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